Leia este fragmento de texto, intitulado de O dito-cujo, de Pasquele Cipro Neto. Com base nele, responda ao que se pede.
O cartão de crédito venceu, o banco mandou o novo etc. Com o cartão, uma cartinha: "Confirmo que o cartão xxx está em meu poder, cuja emissão foi por mim autorizada".
O caro leitor notou o que foi feito com o pobre pronome "cujo"? Repito o trechinho: "...o cartão xxx está em meu poder, cuja emissão foi por mim autorizada...". O que foi que autorizei? A emissão, é claro. Do quê? Do cartão, certamente, mas... Mas o pronome "cujo" vem depois de "poder", e não de "cartão"...
A mensagem não seria mais clara se tivéssemos outra ordem e/ou outros termos? Vejamos esta possibilidade: "Confirmo que o cartão xxx está em meu poder e que sua emissão foi por mim autorizada".
Como se vê, foi perfeitamente possível redigir a mensagem sem o pronome "cujo", que, quando usado adequadamente, relaciona dois substantivos, entre os quais se estabelece uma relação de posse. Em "Aquela escritora, cuja obra é intemporal, sempre foi clara em relação a isso", por exemplo, o pronome relativo "cujo" relaciona os substantivos "escritora" e "obra" (a obra é da escritora, é dela, pertence a ela).
(Adaptado de Folha de S. Paulo, 24 de set. 2015.)
Assinale a alternativa em que o emprego do pronome CUJO assemelha-se ao do primeiro caso comentado por Pasquele Cipro Neto.