Leia este pequeno e sinificativo poema de Manuel Bandeira:
Irene no Céu
Irene preta
Irene boa
Irene sempre de bom humor
Imagino Irene entrando no céu:
_ Licença, meu branco!
E São Pedro bonachão:
_ Entra, Irene. Você não precisa pedir licença.
Observe:
I- Os versos da 1ª estrofe apresentam-se sem verbo, com a repetição do substantivo próprio Irene, acompanhado de adjetivos.
II- Com o uso de anáfora na 1ª estrofe, o poeta cria, com muita expressividade, a figura central do poema.
III- No último verso, da 2ª estrofe, o poeta, para não perder a naturalidade e o afeto, violenta a norma gramatical em relação às pessoas dos verbos: entrar e precisar.
Está(ão) correta(s):