Leia este trecho do poema Oração do Milho, de Cora Coralina.
Senhor, nada valho.
Sou a planta humilde dos quintais pequenos e das
lavouras pobres.
Meu grão, perdido por acaso,
nasce e cresce na terra descuidada.
Ponho folhas e hastes, e se me ajudardes, Senhor,
mesmo planta de acaso, solitária,
dou espigas e devolvo em muitos grãos
o grão perdido inicial, salvo por milagre,
que a terra fecundou
Entre as figuras de linguagens presentes nesse poema de Cora Coralina, ocorre a predominância de uma delas a partir da observação do título e da condição assumida pelo eu lírico para dirigir-se ao Criador.
Essa figura de linguagem também está presente no seguinte trecho: