Leia estrofes de duas músicas produzidas em 1941: “É negócio se casar” (Ataulfo Alves e Felisberto Martins): "Veja só/ A minha vida como está mudada/ Não sou mais aquele/ Que entrava em casa alta hora da madrugada/ Faça o que eu fiz/ Porque a vida é do trabalhador/ Tenho um doce lar/ (...) / No Brasil não falta nada/ Mas é preciso trabalhar/ Tem café, petróleo e ouro/ Ninguém pode duvidar (...)". “O bonde de São Januário” (Wilson Batista e Ataulfo Alves): "Quem trabalha é quem tem razão/ Eu digo e não tenho medo de errar/ O bonde de São Januário/ Leva mais um operário/ sou eu que vou trabalhar (...) Sou feliz, vivo muito bem/ A boêmia não dá camisa a ninguém". As músicas demonstram aspectos do imaginário da sociedade brasileira, construídos durante os períodos de governo de Getúlio Vargas.
Essa imaginário foi fortemente marcado pelo trabalhismo e o nacionalismo, ideologias e políticas caracterizadas por: