Leia o excerto da obra de Émile Zola, Germinal.
Afinal, o que estava acontecendo com ela naquele dia? Nunca se sentira tão mole. Devia ser o ar contaminado. Não havia ventilação no fundo daquela via longínqua. Respirava-se toda espécie de vapores que saíam do carvão com uma efervescência de fonte, e às vezes com tal abundância que as lâmpadas apagavam-se. [...]
Não podendo mais, sentia necessidade de tirar a camisa. [...] tirou tudo, a corda e a camisa, com tanta ânsia que teria arrancado a pele, se pudesse. E agora, nua, deplorável, rebaixada ao trote de fêmea ganhando a vida pela lama dos caminhos, esfalfava-se, com a garupa coberta de fuligem e barro até a barriga, como uma égua de carroça. De quatro patas, ela empurrava o vagonete.
(ZOLA, Émile. Germinal. Trad. Francisco Bittencourt. São Paulo: Abril Cultural, 1979. p. 318-319. [Fragmento])
A personagem passa por um processo de animalização, demonstrando a perda da própria humanidade. Assinale a alternativa que revela esse processo: