Leia o excerto escrito em 1097 por um cronista europeu que visitou Constantinopla.
Que nobre e bela cidade é Constantinopla! Quantos mosteiros e palácios construídos com uma arte admirável aí se pode ver! Quantas obras admiráveis para contemplar são expostas nas praças e nas ruas! Seria excessivamente longo e enfadonho dizer com detalhes que abundância de riquezas de todos os gêneros, de ouro, de prata, de mil espécies de tecidos e de santas relíquias encontram-se nesta cidade, onde durante todo o tempo numerosos navios trazem as coisas para suprir as necessidades dos homens.
(Jacques Le Goff. A civilização do ocidente medieval, 2005.)
A admiração do cronista, expressa no excerto, provém do contraste entre