Leia o fragmento a seguir:
“O trabalho, o sustento e o castigo: [...] todas três são igualmente necessárias, para que plena e perfeitamente satisfaça ao que como senhor deve ao servo. Porque sustentar ao servo sem lhe dar ocupação e castigo, quando o merece, é querê-lo contumaz e rebelde; e mandá-lo trabalhar e castigar, faltando-lhe com o sustento; é coisa violenta e tirana
(BENCI, J. (S.J.). Economia cristã dos senhores no governo dos escravos (livro brasileiro de 1700). São Paulo: Grijalbo, 1977.i, 1977, p. 51).
Esse fragmento foi retirado de um tratado missionário caracterizado por conteúdos religiosos, morais e pedagógicos análogos a outros do mesmo período histórico, no caso, entre o fim do século XVII e início do XVIII, e que se associa ao contexto das relações entre as metrópoles europeias e suas colônias.
Tendo como base o excerto apresentado, observa-se que o autor do texto, defende um modelo de educação alicerçado em obrigações que devia o senhor ao escravo: