Leia o fragmento do poema de Carlos Drummond de Andrade, A flor e a náusea.
Uma flor ainda desbotada
ilude a política, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio,
paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu.
Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.
[...]
É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.
(ANDRADE, Carlos Drummond de. In: A rosa do povo. São Paulo: Saraiva, 2001)
Os versos abordam o processo de desumanização do mundo moderno. Nesse contexto, o nascimento da flor representa: