Leia o fragmento do texto abaixo.
Nunca mais haverá no mundo um ano tão bom. Pode até haver anos melhores, mas jamais será a mesma coisa. Parecia que a terra (a nossa terra, feinha, cheia de altos e baixos, esconsos, areia, pedregulho e massapê) estava explodindo em beleza. E nós todos acordávamos cantando, muito antes de o sol raiar, passávamos o dia trabalhando e cantando e, logo depois do pôr do sol, desmaiávamos em qualquer canto e adormecíamos, contentes da vida.
Até me esqueci da escola, a coisa de que mais gostava. Todos se esqueceram de tudo. Agora dava gosto trabalhar.
Os pés de milho cresciam desembestados... Os pés de feijão explodiam as vagens do nosso sustento, num abrir e fechar de olhos. Toda a plantação parecia nos compreender, parecia compartilhar de um destino comum... O mundo era verde. Que podíamos desejar?...
Disponível: <http://www.releituras.com/antoniotorresfeijao.asp>
As palavras, os lugares, as características geográficas permeiam a literatura, permitindo ao leitor, muitas vezes, identificar o lugar ao qual o poeta se refere. No poema de Antônio Torres, podemos constatar que o autor retrata que estado?