Leia o poema a seguir e responda à questão
Minha desgraça
Minha desgraça, não, não é ser poeta,
Nem na terra de amor não ter um eco,
E meu anjo de Deus, o meu planeta,
Tratar-me como trata-se um boneco...
Não é andar de cotovelos rotos,
Ter duro como pedra o travesseiro...
Eu sei... O mundo é um lodaçal perdido
Cujo sol (quem m’o dera!) é o dinheiro...
Minha desgraça, ó cândida donzela,
O que faz que o meu peito assim blasfema,
É ter para escrever todo um poema
E não ter um vintém para uma vela.
(AZEVEDO, A. de. Minha desgraça. In: CÂNDIDO, A. Os melhores poemas de Álvares de Azevedo. São Paulo: Global, 1985.)
Sobre o poema “Minha desgraça”, de Álvares de Azevedo, assinale a alternativa correta.