Leia o poema intitulado “Língua Portuguesa”, de autoria de Olavo Bilac:
01 Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo que, na ganga impura,
04 A bruta mina entre os cascalhos vela.
Amo-te assim, desconhecida e obscura,
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela,
08 E o arrolo da saudade e da ternura!
Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
11 Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
Em que da voz materna ouvi: “meu filho!”
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
14 O gênio sem ventura e o amor sem brilho!
Sobre o poema, leia agora as afirmativas a seguir:
I. O Lácio (verso 01) é a região da península Ibérica onde a língua portuguesa nasceu, antes de ser trazida para o Brasil.
II. Pode-se entender a referência ao “oceano largo” (verso 10) como a expansão marítima de Portugal.
III. Apesar de não ser uma língua admirável, por ser contraditória (como se vê nos versos 07 e 08 – “silvo da procela” e “ternura”), o poeta a ama.
IV. Ao dizer que a língua portuguesa é “esplendor e sepultura” (verso 02), o poeta se refere, respectivamente, ao desenvolvimento de nosso idioma e ao latim.
Assinale a alternativa CORRETA: