Leia o poema “Sono e sonho”, de Thiago de Mello, extraído do livro Silêncio e palavra, de 1951:
Milhões de sóis desabaram
na planura de meu sono.
Ao jugo de tanta luz,
vi-me todo e fiquei cego.
Tudo perdi. Só restou,
bem no fulcro do que é sono,
um sonho em forma de estrela
(mas de resplendor magoado).
Resta-me, agora, dormir
o sono livre de sonho,
enfim livre de quadrantes
e meridianos loucos
que erguem, no tempo, fronteiras
entre meu sono e meu sonho.
Assinale a afirmativa que NÃO expressa a correta relação do texto com a Geração de 45, momento histórico ao qual pertence: