Leia o seguinte excerto, retirado de “Corpo fechado”, de Guimarães Rosa:
– Mané Fulô, tenho um particular, com licença de seu doutor...
Pura formalidade, a convocação: Targino falou alto, ali à porta da venda, a três passos da minha pessoa. Manuel Fulô tremia nas pernas, e eu ouvi tudo. Peremptório e horrível:
– Escuta, Mané Fulô: a coisa é que eu gostei da das Dor, e venho visitar sua noiva, amanhã... Já mandei recado, avisando a ela... É um dia só, depois vocês podem se casar... Se você ficar quieto, não te faço nada... Se não... – E Targino, com o indicador da mão direita, deu um tiro mímico no meu pobre amigo, rindo, rindo, com a gelidez de um carrasco mandchu. Então, sem mais cortesias, virou-se e foi-se.
Eu perdi o peso do corpo, e estava frio. Me mexia todo, sem querer. Manuel Fulô oscilou para o balcão, mas não pode segurar o copo; passou a mão no suor da testa:
– Eu... eu... eu...
Aí eu vi que já se ajuntara gente, todos falando por metades só:
– Coitado do Mané... Coitadinha dessa moça... Coitado do Mané Fulô...
Peguei-lhe do braço. Arrastei-o. [...].
(ROSA, Guimarães. Sagarana. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984. p. 293.)
É correto afirmar que o desfecho do conflito consiste: