Leia o Texto 2 para responder à questão.
TEXTO 2
[1] [...] E tenho encontrado homens bons de serviço que você nem acredita. Altair mesmo
foi um desses. Quando começou a trabalhar comigo não conhecia nem um parafuso da
Mercedinha, que era o caminhão que a gente usava lá na Rio-Bahia. E ele, com aquele jeito
de ficar rindo e passando o pente no cabelo, foi aprendendo, aprendendo, que no fim
[5] conhecia o carro igual a mim. E dava tão certo a gente trabalhar um com o outro que,
quando um carro enguiçava, eu mandava o motorista ir trabalhar num dos nossos, e nós
dois resolvíamos o caso num instante. A gente trabalhava junto sem um atrapalhar o que o
outro estava fazendo. Até no escuro, sem luz, a gente trabalhava. Passamos muito tempo
juntos e fizemos muita coisa que ele estava lembrando lá na casa dele. Como aquele
[10] negócio da dona Olga, e que eu estava achando que não era coisa para ele ficar falando ali
na frente da mulher dele. E falando como se a coisa fosse só comigo e que, na verdade,
havia sido ele quem ficara como se fosse o dono da casa da dona Olga. Fora ele quem, no
fim, tomara conta e quem ficara mandando, e até dizendo quanto a gente tinha que pagar.
E tudo tinha sido ideia dele.
FRANÇA JÚNIOR, Oswaldo. Jorge, um brasileiro. 10ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1988, pp. 85/86.
A expressão “homens bons de serviço” (linha 1), no Texto 2, para o narrador-personagem denota homens que: