Leia o texto:
À CIDADE DA BAHIA
Triste Bahia! Ó quão dessemelhante
Estás e estou do nosso antigo estado,
Pobre te vê a ti, tu a mi empenhado,
Rica te vi eu já, tu a mi abundante.
A ti trocou-te a máquina mercante,
que em tua larga barra tem entrado,
A mim foi-me trocando e tem trocado,
Tanto negócio e tanto negociante.
Deste em dar tanto açúcar excelente
Pelas drogas inúteis, que abelhuda
Simples aceitas do sagaz Brichote.
Oh! se quisera Deus que de repente
Um dia amanheceras tão sisuda
que fora de algodão o teu capote!
Gregório de Matos. IN MOISÉS, MASSAUD. Literatura Brasileira através dos textos. 22. Ed. São Paulo: Coutrix, 2006, p.46-47.
De acordo com o texto, assinale com V as alternativas verdadeiras e com F as falsas
( ) O poeta faz uma comparação entre a Bahia e os comerciantes de algodão.
( ) O sujeito lírico sonha com o retorno à época em que a Bahia era rica e governada por pessoas sérias.
( ) O poema é um lamento pelas perdas econômicas sofridas tanto pela cidade quanto pelo sujeito poético, ambos vítimas da exploração mercantilista.
( ) O poema é composto por versos redondilhos e decassilábicos.
( ) O tom de frustração e pessimismo é mantido em todo o poema.
Lida de cima para baixo, a sequência CORRETA é: