Leia o texto:
A primeira tendência que vem ocorrendo no mundo do trabalho hoje é uma redução do operariado manual, fabril, estável, típico da fase taylorista e fordista. Esse proletariado tem se reduzido em escala mundial, ainda que de maneira obviamente diferenciada em função das particularidades de cada país, da sua inserção na divisão internacional do trabalho. O proletariado industrial brasileiro, por exemplo, entre os anos de 60 e fins de 70, teve um crescimento enorme. O mesmo ocorreu na Coreia, para dar outro exemplo. Mas aqui estou me referindo aos últimos 20 anos nos países centrais e particularmente na última década para os países de industrialização subordinada, como o Brasil. (...)Vocês se lembram de que, no passado uma fábrica, como a Volkswagen, dizia que era importante porque tinha mais de 40 mil operários. Hoje tem menos de 20 mil, produzindo, entretanto, muito mais.
Fonte: ANTUNES, Ricardo. Os sentidos do trabalho: ensaios sobre a afirmação e negação do trabalho. 2 ed. São Paulo. Boitempo, 2009, pág. 199.
Analisando o fragmento apresentado, o autor nos leva a refletir sobre o atual mundo do trabalho que pode ser explicado pelo