Leia o texto.
“À proporção que falava, mais Quaresma se entusiasmava. Ele não podia ver bem a fisionomia do ditador, encoberto agora como lhe restava o rosto pelas abas do chapéu de feltro; mas, se a visse, teria de esfriar, pois havia na sua máscara sinais do aborrecimento mais mortal. Aquele falatório de Quaresma, aquele apelo à legislação, a medidas governamentais, iam mover-lhe o pensamento, por mais que não quisesse. O presidente aborrecia-se. Num dado momento disse:
– Mas, pensa você, Quaresma, que eu hei de por a enxada na mão de cada um desses vadios?! Não havia exército que chegasse...
Quaresma espantou-se, titubeou, mas retorquiu:
– Mas, não é isso, Marechal. Vossa Excelência, com o seu prestígio e poder, está capaz de favorecer, com medidas enérgicas e adequadas, o aparecimento de iniciativas, de encaminhar o trabalho, de favorecê-lo e torná-lo remunerador...
Bastava, por exemplo...
[...]
Floriano já ouvia Quaresma muito aborrecido. O bonde chegou; ele se despediu do Major, dizendo com aquela sua placidez de voz:
– Você, Quaresma, é um visionário...” (p.128)
Do texto acima, depreende-se que a personagem Policarpo Quaresma é: