Leia o texto a seguir.
As palavras estão com seus pulsos imóveis.
Caminharia a morte – e sempre o mesmo peso
e a mesma sombra fechariam meus pedidos.
Mas o sangue do amor tem sonos e silêncios,
Sabe do que aparece apenas porque passa:
espera sem temer que o universo se explique.
Mando-te um som de vida, em meus rios de espanto,
solitária de mim, repentina exilada,
com os enigmas ardendo entre inconstantes ondas.
Nada somos. No entanto, há uma força que prende
o instante da minha alma aos instantes da terra,
como se os mundos dependessem desse encontro,
desses prelúdios sobressaltados.
(MEIRELES, 2005, p. 14)
Com base no poema acima, retirado de Solombra, de Cecília Meireles, assinale a alternativa INCORRETA.