Leia o texto a seguir:
Contrariando as crônicas da conquista da América, não foram espanhóis ou portugueses os primeiros europeus a tentar um modelo de colonização na Amazônia. Foram, surpreendentemente, os alemães. Em 1528, o imperador Carlos V, da Espanha, outorgou aos comerciantes da cidade de Augsburg o direito de posse de uma parte da costa da Venezuela. Os alemães ali se estabeleceram sob a direção de Ambrosio de Alfinger, que dois anos depois comandou uma expedição de 200 espanhóis e alemães em direção à Amazônia.
Durante a expedição, Alfinger mostrou-se extremamente cruel com os índios. O alemão aprisionava os índios e os mantinha acorrentados pelo pescoço – em série – a um grilhão e a uma longa corrente, o que dificultava a soltura de qualquer um deles, com exceção daqueles que ficavam nas pontas. Assim, era muito comum Alfinger mandar decapitar aqueles que ficavam cansados ou doentes, para evitar que a corrente fosse desfeita. A expedição durou um ano e no final os índios se rebelaram e assassinaram Ambrosio de Alfinger.
Em 1536, George de Spires, sucessor de Alfinger, conduziu outra expedição, atingindo os rios Vaupés e Caquetá, cobrindo uma distância de 800 milhas. A expedição não teve nenhum lucro e nem conseguiu estabelecer colonos na área, embora não haja notícias de choque com os índios.
Em 1541, outro alemão, de nome Philip von Huten, viajou pelo rio Caquetá, por onde perambulou quase um ano, faminto e desorientado, conduzido apenas pelas histórias contadas pelos índios sobre o fabuloso El Dorado. Ao voltar para o litoral da Venezuela, encontrou a povoação alemã ocupada por piratas espanhóis, e foi decapitado. No mesmo ano, as autoridades espanholas retiraram dos alemães a conquista daquele território, encerrando, assim, a participação teutônica na conquista da Amazônia.
(Adaptado do livro História da Amazônia, de Márcio Souza, p. 81-82)
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