Leia o texto a seguir.
Famílias do sul do Ceará garantem renda com a cultura do pequi
Começo do ano é época de pequi. O fruto é muito usado para temperar comida, principalmente em Minas Gerais, Goiás e no Nordeste do Brasil. No Ceará, agricultores se mudam para perto dos pequizeiros para trabalhar na colheita do fruto.
[...] Todos os anos, a família de Iraci Bernardino migra para um acampamento no município vizinho de Barbalha. Cada um leva o que pode em uma caminhada de oito quilômetros.
“É o melhor tempo, a melhor época, é essa que a gente faz a mudança para o acampamento, porque significa mais pão na mesa, mais saúde, as crianças crescem mais, engordam, a gente para de sentir dor e sofrimento”, conta a agricultora.
Nos meses de janeiro e fevereiro, a família participa da colheita do fruto. No acampamento é montada uma estrutura para acomodar os agricultores. A área faz parte da floresta nacional do Araripe, que pertence à União.
[...] A expectativa é que nesta safra sejam colhidas 200 toneladas do produto. O trabalho começa cedo. Em um dia, é possível catar até dois mil frutos. Pedro Martins conhece bem essa rotina há 70 anos.
“Todo ano eu venho colher pequi, há sessenta anos eu faço isso. Tudo o que eu tenho na vida se deve ao pequi, minha casa, comprei terreno, móveis, tudo com o dinheiro da venda da fruta”, conta.
Disponível em: http://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2015/0 2/familias-do-sul-do-ceara-garantem-renda-com-cultura-dopequi.html. Acesso em: 07 dez. 2020 (adaptado).
O texto evidencia o tipo de movimento migratório: