Leia o texto a seguir, intitulado “Biruta”, de autoria de Lygia Fagundes Telles (adaptado):
Alonso foi para o quintal carregando uma bacia cheia de louça suja. Andava com dificuldade, tentando equilibrar a bacia que era demasiado pesada para seus braços finos.
– Biruta, eh, Biruta! – chamou sem se voltar.
O cachorro saiu de dentro da garagem. Era pequenino e branco, uma orelha em pé e a outra completamente caída.
– Sente-se aí, Biruta, que vamos também ter uma conversinha – disse Alonso pousando a bacia ao lado do tanque. Ajoelhou-se, arregaçou as mangas e começou a lavar os pratos.
Biruta sentou-se inclinando interrogativamente a cabeça ora para a direita, ora para a esquerda, como se quisesse apreender melhor as palavras do seu dono. A orelha caída ergueu-se um pouco, enquanto a outra empinou aguda e reta. Entre elas formaram-se dois vincos próprios de uma testa franzida no esforço da meditação.
Sobre fenômenos linguísticos do texto, afirma-se:
I. Em “tentando equilibrar a bacia que era demasiado pesada”, o “que” é um pronome relativo.
II. Palavras como “cachorro”, “tanque” e “enquanto” possuem duas letras a mais que os fonemas que as formam.
III. As palavras “enquanto”, “formaram-se” e “também” apresentam ditongos nasais.
IV. O verbo “querer”, no último parágrafo, está conjugado no imperfeito do subjuntivo.
Assinale a afirmativa correta: