Leia o texto a seguir.
“Lançai um olhar em redor do mundo; contemplai o todo e cada uma das suas partes; vereis que não é senão uma grande máquina, subdividida num infinito número de máquinas menores, que por sua vez admitem subdivisões num grau que vai alêm do que os sentidos e as faculdades humanas podem captar e explicar.
Todas essas máquinas e até as suas partes menores se ajustam entre si
com uma precisão que arrebata a admiração de todos quantos as contemplarem. A singular adaptação dos meios aos fins na natureza inteira assemelha-se exatamente, ainda que em muito excede, aos produtos do engenho humano, aos desígnios do homem, de seus pensamentos, sua sabedoria e sua inteligência”
HUME, David. Diálogos sobre a religião natural. In: FREITAS, Gustavo de. 900 textos e documentos de História. Lisboa: Plátano Editorial, s.d. p. 9-10. V. II.
A passagem acima ilustra a última fase da Revolução Científica dos séculos XVI e XVIII, que estabilizou uma concepção mecanicista de mundo. Nessa fase, estabiliza-se uma ampla confiança na razão humana e no progresso do homem por meio do desenvolvimento científico e tecnológico.
Essa fase é chamada: