Leia o texto a seguir.
“Lutar para nós é ver aquilo que o povo quer realizado. É ter terra onde nascemos. É sermos livres para trabalhar. É ter para nós o que criamos. Lutar para nós é um destino; é uma ponte entre a descrença e a certeza de um novo mundo (...). Lutar para quê? Para dar vazão ao ódio antigo ou para ganharmos liberdade e ter para nós o que criamos?”
NETO, Agostinho. Poemas de Angola. Rio de Janeiro: Codecri, 1976. p. 49-50.
O poema de Agostinho Neto, poeta, líder popular e Presidente de Angola nos anos 1970, se insere no contexto de lutas anticoloniais na Africa. Um dos fenômenos mais notáveis no momento pós-descolonização da África foram às diversas instabilidades políticas e sociais no continente, com a incidência de diversas guerras civis.
Esse fenômeno decorreu