Leia o texto a seguir para responder à questão, que a ele se referem:
A Amazônia, ao longo dos séculos, tem sido foco e destino de inúmeras representações e interpretações. Essas visões contribuíram para a formação de um ideário acerca da região, o que muitas vezes estimulou a cobiça humana e engendrou projetos megalomaníacos com a pretensa justificativa de livrá-la do “vazio” e abandono a que estava submetida, gerando inúmeras perdas em seus biomas, em suas línguas e, principalmente, na cultura de seus povos. Eu diria que a Amazônia é um pouco a “nossa” África, um pouco a Austrália dos primeiros antropólogos. É um longínquo e distante continente de mitos, de mistérios insondáveis e riquezas cobiçadas. É o espaço do primitivo, que amedronta e atrai, como atraiu naturalistas, viajantes, aventureiros visionários e sonhadores poetas modernistas como Mário de Andrade. A Amazônia é a pátria de Macunaíma, nosso herói sem caráter, pátria de Ajuricaba, nosso herói guerreiro, berço de Jurupari, legislador dos povos do Rio Negro. O Brasil não conhece a Amazônia e, pior de tudo, não sabe que não a conhece.
(Artigo “Imagens da Amazônia”, de Selda Vale da Costa, na Revista “Vozes da Amazônia III”. Manaus, EDUA, 2016, p. 90- 91. Texto adaptado.)
Uma das ideias a seguir NÃO está expressa no texto nem pode ser defendida.
Assinale-a