Leia o texto a seguir para responder à questão.
[...]
Somos muitos Severinos
iguais em tudo e na sina:
a de abrandar estas pedras
suando-se muito em cima,
a de tentar despertar
terra sempre mais extinta,
a de querer arrancar
algum roçado da cinza.
Mas, para que me conheçam
melhor Vossas Senhorias
e melhor possam seguir
a história de minha vida,
passo a ser o Severino
que em vossa presença emigra. [...]
Fonte: MELO NETO, João Cabral. Morte e vida Severina e Outros poemas. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007.
Nesse trecho do poema Morte e Vida Severina (1954), o escritor João Cabral de Melo Neto retrata questões enfrentadas pelos sertanejos migrantes no passado, as quais ainda estão presentes nos dias atuais.
Em relação ao fenômeno do êxodo rural, é correto afirmar que a população nordestina deixa