Leia o texto a seguir.
“Por este tempo, eu era estudante de química. Um dia empalmamos no laboratório um pedacinho de potássio, metal brilhante como prata e mole como cera, que se inflama, ao contato da água – e saímos para a rua, em charola, dispostas a fazer milagres... […] encontramos um grupo de velhos, a quem um dos meus colegas desafiou, apostando que seria capaz de fazer fogo dentro d’água.
Trouxeram uma bacia cheia e, no meio da curiosidade geral, o fragmento de potássio ziguezagueou, boiando nela, crepitando e ardendo com a sua bela flama violácea. Os homens estavam pasmos. O mais idoso fez o sinal da cruz.
Nisto, o Joaquim Palhaço, o sábio do grupo, que não dera mostra de espanto, […] examinou detidamente o metal que sobrara e exclamou repreensivo, olhando para nós com ar importante de superioridade:
– Ora, moços! Vocês querem brincar com a gente… Isto é prata elétrica!”
(COUSIN, Almeida. Trecho da crônica “Prata elétrica”, in Cartões a Lálace. Vitória, E.S.: Fundação Ceciliano Abel de Almeida, 1984, p.65.)
As equações correspondentes ao fenômeno descrito podem ser CORRETAMENTE representadas na alternativa: