Leia o texto abaixo, escrito por Arthur Young, um dos primeiros escritores a perceber as mudanças sociais e econômicas profundas no final do século XVIII, que mais tarde ficariam conhecidas como Revolução Industrial.
“Tais obras, quaisquer que sejam seus funcionamentos, causas e consequências, têm infinito mérito, e dão grande crédito aos talentos deste homem mui engenhoso e útil, que terá o mérito de, onde quer que vá, fazer com que os homens pensem… Livre-se desta indiferença estúpida, sonolenta e preguiçosa, desta negligência indolente, que prende os homens aos mesmos caminhos de seu antepassados, sem indagação, sem raciocínio, e sem ambição, e com certeza você estará fazendo o bem. Que sequência de ideias, que espírito de aplicação, que massa e poder de esforço brotam em todos os caminhos da vida, das obras de homens como Brindley, Watt, Priestley, Arkwright… Em que caminho da vida pode estar um homem que não se sinta estimulado ao ver a máquina a vapor de Watt?”
(YOUNG, Arthur. Viagens na Inglaterra e no País de Gales. In.: HOBSBAWN, Eric. Era das Revoluções – 1789 – 1848. São Paulo: Paz e Terra, 2012. p. 57)
No fragmento, o autor se refere à qual característica essencial da Revolução Industrial?