Leia o texto de Liliane Prata para responder à questão
No meu desktop, mantenho uma foto da galáxia de Andrômeda, e gosto de olhar para ela como se estivesse fazendo uma espécie de terapia das galáxias. Andrômeda funciona como um bom lembrete da minha insignificância. Se esqueço que Andrômeda está lá, fico muito focada em mim, e o que eu sou, perto de Andrômeda? De acordo com dados disponíveis no site da NASA, há 200 bilhões de galáxias no universo observável — somos nada. Leio em uma matéria do jornal britânico The Guardian que cada vez mais astrônomos e cientistas falam em “multiverso” — mais um golpe no nosso ego. Estamos viajando na Terra assim como tantas estrelas, tantos planetas, tantos corpos vistos pelo telescópio e tantos mistérios, cercados por pessoas que estão aqui hoje e que vão morrer amanhã. Nosso planeta existe há mais de 4 bilhões de anos, e eu, você e nossos amigos nascemos quando? Vinte, quarenta, sessenta anos atrás? Como somos desimportantes.
(O mundo que habita em nós, 2019.)
Mantendo o sentido original e a correção gramatical, nas frases “há 200 bilhões de galáxias no universo observável” e “Nosso planeta existe há mais de 4 bilhões de anos”, os verbos sublinhados podem ser substituídos, respectivamente, por: