Leia o texto de Mário Quintana.
Poema Transitório
(...) é preciso partir
é preciso chegar
é preciso partir é preciso chegar...
Ah, como esta vida é
[urgente!
... no entanto
eu gostava mesmo era de partir...
e - até hoje - quando acaso embarco
para alguma parte
acomodo-me no meu lugar
fecho os olhos e sonho:
viajar, viajar
mas para parte nenhuma...
viajar indefinidamente...
como uma nave espacial perdida entre as estrelas.
QUINTANA, Mario. Poema transitório. In: QUINTANA, Mario. Baú de espantos. 5 ed. São Paulo: Globo, 1994. p. 83.
Com relação aos elementos coesivos referentes ao “espaço” no texto acima, assinale a alternativa correta.