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O futuro incerto do palmito juçara
Pesquisadores investigam como a extinção de aves e as mudanças climáticas afetam a diversidade genética e a conservação da palmeira símbolo da Mata Atlântica
Há um conjunto de fatores que parecem afetar a sobrevivência da palmeira juçara, da qual se extrai o palmito de melhor qualidade – e por isso mesmo o mais valorizado. Além da forte pressão do corte ilegal da juçara e da destruição da Mata Atlântica, a extinção de aves e as mudanças no clima podem levar a espécie à extinção na natureza.
O fenômeno de extinção de animais é chamado pelos cientistas de defaunação. A perda de espécies animais responsáveis pela dispersão das sementes e as mudanças climáticas são geralmente ignoradas na conservação da flora. Esses dois fatores foram detectados ao longo de anos de pesquisa pelo biólogo Mauro Galetti e sua equipe do Departamento de Ecologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Rio Claro.
O palmito pode ser extraído do caule de diversas espécies de palmeiras, mas as comumente encontradas para consumo são as da juçara, da pupunha e do açaizeiro (ou açaí). A palmeira juçara (Euterpe edulis) é nativa da Mata Atlântica, enquanto as outras espécies são da Amazônia.
Uma diferença entre as três espécies é que a juçara possui um único tronco, enquanto as demais formam touceiras. Assim, ao se extrair o palmito, a palmeira juçara morre, enquanto a pupunha e o açaí rebrotam do tronco principal, a exemplo do que ocorre com as bananeiras.
Disponível em: <https://www.correiodolitoral.com/19403/o-futuro-incerto-do-palmito-jucara>. Acesso em: 13/06/2017.
O fenômeno de extinção de animais é chamado pelos cientistas de defaunação. A perda de espécies animais responsáveis pela dispersão das sementes e as mudanças climáticas são geralmente ignoradas na conservação da flora. Esses dois fatores foram detectados ao longo de anos de pesquisa pelo biólogo Mauro Galetti e sua equipe do Departamento de Ecologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Rio Claro.
O palmito pode ser extraído do caule de diversas espécies de palmeiras, mas as comumente encontradas para consumo são as da juçara, da pupunha e do açaizeiro (ou açaí). A palmeira juçara (Euterpe edulis) é nativa da Mata Atlântica, enquanto as outras espécies são da Amazônia.
Uma diferença entre as três espécies é que a juçara possui um único tronco, enquanto as demais formam touceiras. Assim, ao se extrair o palmito, a palmeira juçara morre, enquanto a pupunha e o açaí rebrotam do tronco principal, a exemplo do que ocorre com as bananeiras.
Disponível em: <https://www.correiodolitoral.com/19403/o-futuro-incerto-do-palmito-jucara>. Acesso em: 13/06/2017.
Suponha que as mudanças climáticas sejam o principal fator para a potencial extinção da palmeira juçara. Os exemplares que eventualmente conseguissem sobreviver a essa extinção teriam sucesso nessa sobrevivência pelo fato de conseguirem se adaptar às mudanças climáticas, provocando, ao longo do tempo, mutações que permitiriam a sobrevivência na nova temperatura.
Essa explicação está de acordo com as explicações propostas por