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Smartphones alteram a forma como o cérebro conversa com seus dedos
Quantas vezes por dia você pega o telefone, dá uma olhadinha no Facebook, no Twitter, nas mensagens, no tempo, na agenda, nas fotos, nas músicas? E tudo isso de uma só vez! Quando vai escrever e-mails, então, acaba passando uns bons minutos movimentando sem parar os polegares. Pois bem, esse movimento não era comum antigamente, e foi exatamente isso que levou neurocientistas da Universidade de Zurich a estudar a relação entre os dedos das mãos e o cérebro.
O estudo, publicado na revista científica Current Biology, aponta resultados curiosos sobre a plasticidade do órgão que controla o corpo humano, e revela que o tempo que você passa usando o smartphone afeta diretamente a forma como seu cérebro se adapta às necessidades diárias dos seus dedos.
Para chegar à conclusão, os pesquisadores analisaram os usos do smartphone associados ao monitoramento da atividade cerebral dos participantes. O estudo aponta que os dedos mais utilizados são o polegar, o indicador e o dedo do meio. E, na comparação com pessoas que não usam smartphones, as ondas cerebrais dos usuários têm atividades significativamente mais altas na região do cérebro encarregada do uso desses dedos. Isso significa que os usuários apresentam maior destreza no uso dos dedos.
Os resultados podem parecer óbvios, mas têm implicações importantes sobre como as tecnologias modernas não só estão mudando nossas formas de interação com o espaço e o tempo, mas também podem reformatar o processamento cerebral sensorial humano.
(Luiza Andrade. http://super.abril.com.br, 25.12.2014. Adaptado.)
“Pois bem, esse movimento não era comum antigamente, e foi exatamente isso que levou neurocientistas da Universidade de Zurich a estudar a relação entre os dedos das mãos e o cérebro.”
Uma frase condizente com a informação dessa passagem e redigida na norma-padrão é: