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TEXTO
Esta prova de História é uma homenagem ao Museu Nacional, instituição bicentenária que, em setembro de 2018, teve 90% do seu acervo em exposição destruído por um incêndio de grandes proporções. Localizado no Rio de Janeiro, é o museu mais antigo do Brasil e possuía o maior conjunto de história natural da América Latina. O Museu Nacional, enquanto espaço de preservação da memória, salvaguardava vestígios materiais do passado, muitas vezes, exemplares únicos de culturas que já não existem no presente. Enquanto espaço de pesquisa, fornecia fontes de estudo para diversas áreas do conhecimento como paleontologia, antropologia, geologia, zoologia e arqueologia. Fruto do desprezo dos poderes públicos, este incêndio não foi um caso isolado no país; de 2005 até o presente, outras seis instituições museológicas, entre elas o Museu da Língua Portuguesa e o Memorial da América Latina, sofreram desastres semelhantes. Para que as lembranças da tragédia não sejam apenas as imagens do fogo, mas também de toda mobilização, conscientização e corrente coletiva deflagradas pelas chamas, nesta prova de História, iremos resgatar a memória do Museu Nacional, contar sua história e viajar pelas peças que algum dia foram expostas em seus pavimentos. Desse modo, pretendemos que ele permaneça vivo em nossas mentes e, por que não dizer, em nossos corações.
Desde 1946, o Museu Nacional passou a ser vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro. Com status de museu universitário, ganhou perfil acadêmico e científico. Entre as mudanças vivenciadas, a instituição tornou-se espaço de produção e disseminação do conhecimento. Neste mesmo ano, numa conferência realizada nos Estados Unidos, o ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill fez a seguinte afirmação: “De Stettin, no Báltico, a Trieste, no Adriático, uma cortina de ferro desceu sobre o continente”. Considerando a época em que o discurso foi proferido e os espaços geográficos citados no excerto, a expressão grafada em negrito refere-se, CORRETAMENTE,