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Texto
Filhos do sec’lo das luzes!
Filhos da Grande nação!
Quando ante Deus vos mostrardes,
Tereis um livro na mão:
O livro — esse audaz guerreiro
[...]
Que abrira a gruta dos ventos
Donde a Igualdade voou...
Por uma fatalidade
Dessas que descem de além,
O sec'lo, que viu Colombo,
Viu Guttenberg também.
Quando no tosco estaleiro
Da Alemanha o velho obreiro
A ave da imprensa gerou...
O Genovês salta os mares...
Busca um ninho entre os palmares
E a pátria da imprensa achou...
Por isso na impaciência
Desta sede de saber,
Como as aves do deserto
As almas buscam beber...
Oh! Bendito o que semeia
Livros... livros à mão cheia...
E manda o povo pensar!
[...]
Escrito numa época em que a imprensa era a mais sofisticada tecnologia de informação e o poeta o responsável por iluminar as consciências com ideais libertários, o poema O livro e a América prenuncia o mundo contemporâneo no qual a informação e o conhecimento podem circular no espaço virtual, livres da materialidade da página impressa, nascidos da autoria de um blogueiro, twitteiro ou faceamigo.
Toda essa fascinação pelo livro e pela divulgação do saber, presente nos versos acima, está relacionada à (ao):