Leia o trecho a seguir:
"Não existe democracia racial efetiva, onde o intercâmbio entre indivíduos pertencentes a raças' distintas começa e termina no plano da tolerância convencionalizada. Esta pode satisfazer as exigências do bom-tom, de um discutível espírito cristão e da necessidade prática de 'manter cada um no seu lugar'. Contudo, ela não aproxima realmente os homens senão na base da mera coexistência no mesmo espaço social e, onde isso chega a acontecer, da convivência restritiva, regulada por um código que consagra a desigualdade, disfarçando-a e justificando-a acima dos princípios de integração da ordem social democrática". (Florestan Fernandes, 1960)
Florestan Fernandes se refere à ideia de "democracia racial" que, durante um período, foi considerada constitutiva da identidade nacional brasileira.
Esta tese era caracterizada por: