Leia o trecho a seguir.
“O recrudescimento do tráfico interno, a partir de meados do século, intensificaria o processo de crioulização dos cativos, além de fazer regredir a pulverização da posse de escravos, até então característica do Brasil. A concentração social e regional da propriedade escrava daí decorrente constituiu-se em elemento essencial, para além das ideias do tempo, para a quebra da cumplicidade do conjunto da população livre com a continuidade da escravidão.”
CASTRO, Hebe M. Mattos de. Laços de família e direitos no final da escravidão. In: ALENCASTRO, Luiz Felipe de. (org.) História da vida privada no Brasil – Império: a Corte e a modernidade nacional. V. 2. São Paulo: Companhia das Letras, 1997. p. 343-4.
De acordo com Hebe Mattos, o tráfico interno de escravos em direção à província de São Paulo, intensificado na segunda metade do século XIX, foi fator de: