Leia o trecho a seguir.
“Os tradicionalistas franceses mostravam grande preocupação com as transformações que a Revolução Francesa introduzira na França, por isso, o deputado Louis de Bonald em discurso na Câmara dos Deputados em 6 de dezembro de 1815 pedindo a abolição do divórcio dizia que “o divórcio é intrinsecamente perverso, não só devido às suas injustas consequências para as mulheres e os filhos, que são os que mais sofrem com ele, mas também por razões morais. Sendo um reconhecimento implícito do direito à paixão, ele abre um lugar indevido para o amor dentro do casamento. Geralmente solicitado pelas mulheres, o divórcio enfraquece a autoridade paterna: ‘Verdadeira democracia doméstica, ele permite que a esposa, a parte fraca, erga-se contra a autoridade marital’. [...] O pai é o chefe natural, como o rei-pai é o chefe natural da França, a qual também é uma ‘casa’.”
PERROT, Michelle. A Família triunfante. In: ARIÈS, Philippe & DUBY, Georges. História da Vida Privada. Da Revolução Francesa à Primeira Guerra. V. 4. São Paulo: Cia. das Letras, 2001. p. 98.
Ao combater o divórcio, Louis de Bonald argumentava que: