Leia o trecho da entrevista da historiadora Marina Vaz ao blog “Nós”.
NÓS – Um estudo sobre os perennials afirma que a maneira como se envelhece — boa ou má — depende da maneira como se encara a velhice. Se você é pessimista, envelhece mal e vive menos, em resumo. Você concorda?
MARINA – Quem envelhece mal é quem não se preparou para isso. Principalmente os homens, que não conseguem aproveitar a vida depois que deixam de trabalhar. As mulheres da minha geração têm sempre alguma coisa para fazer. Eu, por exemplo, cozinho. Planto minhas verduras, hortaliças, na minha segunda casa, em São Francisco Xavier (interior de São Paulo). Eu acompanho o ciclo da vida. Colho, cozinho, como ou sirvo para amigos. Adoro fazer isso. Adoro fazer doce com as frutas das minhas árvores e dar as compotas de presente. Também voltei a bordar, estudar música. E nunca deixei de ler. Além de conviver com a roça, tem uma coisa muito importante que explica o fato de eu estar tão bem. Eu não tenho marido (risadas). Me separei aos 50 anos. Sofri pra burro, mas agora vejo que tive muita sorte. Casamento é uma merda. Absolutamente, eu jamais me casaria de novo.
(Brenda Fucuta. “‘Tem velho que inferniza os filhos’, diz historiadora de 88 anos”. https://nos.blogosfera.uol.com.br, 07.04.2019. Adaptado.)
A linguagem empregada pela historiadora