Leia o trecho de O quinze, de Rachel de Queiroz.
Enfim caiu a primeira chuva de dezembro. Dona Inácia, agarrada ao rosário, de mãos postas, suplicava a todos os santos que aquilo fosse “um bom começo”.
Conceição, comovida, pálida, de lábios apertados, a testa encostada ao vidro da janela, acompanhava a queda da água no calçamento empoeirado, o lento gotejar das biqueiras e de um jacaré da casa defronte, que deixava escorrer pequenos riachos por entre os dentes de zinco.
Na solenidade do momento, ninguém se movia nem falava.
(O quinze, 2012.)
Nesse trecho, pode-se perceber que