Leia o trecho do romance Budapeste, de Chico Buarque, para responder à questão
Fui dar em Budapeste graças a um pouso imprevisto, quando voava de Istambul a Frankfurt, com conexão para o Rio. A companhia ofereceu pernoite num hotel do aeroporto, e só de manhã informaram que o problema técnico fora na verdade uma denúncia anônima de bomba a bordo. Às seis da manhã, quando o telefone deu o despertar, eu estava sentado na ponta da cama. Logo recitaria em uníssono com o locutor a notícia do avião, uns bons vinte segundos de húngaro. Feito o quê, vesti com desgosto a roupa da véspera, porque só tinham liberado as bagagens de mão, e descipara o lobby, que estava uma babilônia. Quanto mais se desentendiam os vários idiomas, mais se exaltavam os protestos contra o terrorismo, contra a companhia aérea, contra os extras que o hotel cobrava. As vozes só serenaram quando foi aberto o restaurante, para o café da manhã gratuito.
(Budapeste, 2003. Adaptado.)
No trecho “desci para o lobby, que estava uma babilônia” (2º parágrafo), uma substituição adequada para o termo sublinhado é: