Leia o trecho do romance Livro de uma sogra, de Aluísio de Azevedo, para responder a questão.
Mas trabalho quer dizer técnica e quer dizer produção; e o negociante não produz e só tem uma ciência — a de enganar o incauto consumidor, para apanhar-lhe, como as cocotes, o dinheiro que puder. [...]
É por isso que todo homem de vida material [Olímpia está novamente se referindo ao negociante/comerciante/mercador] detesta, em questões de arte, o naturalismo e a verdade, encontre-os na estatuária, na pintura, no romance ou no teatro, e adora o maravilhoso e o fantástico. São como as crianças.
O mercador do Brasil, quando não sonhe outras quimeras, com uma nunca deixar de sonhar — é a da comenda. E, mal a suponha realizada, começa a sonhar com o título de barão, e depois com o de visconde ou conde.
(Aluísio de Azevedo. Livro de uma sogra. http://objdigital.bn.br)
Depreende-se do terceiro parágrafo que o negociante brasileiro se caracteriza essencialmente