Leia o trecho retirado da obra Contos novos, de Mário de Andrade, e responda a questão.
Estou lutando desde o princípio destas explicações sobre a desagregação da nossa amizade, contra uma razão que me pareceu inventada enquanto escrevia, para sutilizar psicologicamente o conto. Mas agora não resisto mais. Está me parecendo que entre as causas mais insabidas, tinha também uma espécie de despeito desprezador de um pelo outro... Se no começo invejei a beleza física, a simpatia, a perfeição espiritual normalíssima de Frederico Paciência, e até agora sinto saudades de tudo isso, é certo que essa inveja abandonou muito cedo qualquer aspiração de ser exatamente igual ao meu amigo. Foi curtíssimo, uns três meses, o tempo em que tentei imitá-lo. Depois desisti, com muito propósito. E não era porque eu conseguisse me reconhecer na impossibilidade completa de imitá-lo, mas porque eu, sinceramente, sabei-me lá por quê! Não desejava mais ser um Frederico Paciência!
ANDRADE, Mário de. Frederico Paciência. In: Contos novos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2011. p. 111-112.
A morte ronda o conto “Frederico Paciência”, assim como o conto “O peru de Natal”, também incluído em Contos novos.
Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o modo como a morte é abordada nesses contos.