Leia os documentos abaixo: “Os cabras, mulatos e crioulos andavam tão atrevidos que diziam que éramos todos iguais e não haviam de casar senão com brancas [sic] das melhores’. [...] ‘Vossa mercê, escrevia ele ao seu compadre, não suportava chegasse a Vossa mercê um cabra, com o chapéu na cabeça, bater-lhe no ombro e dizer-lhe: – adeus patriota, como estais, dá cá tabaco, ora tomais do meu, como fez um cativo ao ouvidor Afonso’. Felizmente, o cabra recebera o justo castigo: Já se regalara com 500 açoites’”
Trecho da carta de João Lopes Cardoso, comentando a revolução de 1817, no Recife. COSTA, Emília V. da. COSTA, E. V. da. “Introdução ao estudo da emancipação política do Brasil”, in C. G. Mota (org.). Brasil em perspectiva. São Paulo, Difel, 1981, p. 96.
“A crioulada da cachoeira fez requerimentos para serem livres. Estão tolos, mas a chicote tratam-se!” Trecho da carta de Maria Bárbara Garcez Pinto, senhora do engenho Aramaré, Bahia, 13 de abril de 1823. REIS, J. J. “O jogo duro do dois de julho: o ‘Partido Negro’ na independência da Bahia”, in J. J. R.; E. Silva. Negociação e conflito: a resistência negra no Brasil escravista. São Paulo, Companhia das Letras, 1989, pp. 92-3.
Sobre a participação das pessoas escravizadas no processo de emancipação política do Brasil e a correspondente reação da classe senhorial, assinale a alternativa CORRETA: