Leia os dois textos a seguir.
1) “As manifestações do último dia 15 de março realizadas em várias cidades do Brasil levaram às ruas mais de dois milhões de pessoas. Na visão do economista Gustavo Ioschpe, ‘Era um protesto da sociedade, não de partidos políticos. Esse movimento não vai se deixar instrumentalizar por quem quer que seja, porque é espontâneo: é o desejo que temos de construir um país melhor para os nossos filhos’” (VEJA, 25 de março de 2015, p. 90).
2) “Para o ano de 2015, há uma previsão de mais de 109 milhões de usuários de internet no Brasil; destes, quase a metade (mais de 50 milhões) deve acessar as redes sociais em computadores e existe a estimativa de que o mesmo número de pessoas use o WhatsApp no país” (Época, 23 de março de 2015, p. 50).
O conhecimento dos números referidos no texto 2 ajuda a relativizar o entendimento de “protesto espontâneo”, como quer crer o economista citado no primeiro texto. Que razões refutam a tese da espontaneidade das mais recentes manifestações contra a corrupção, ou contra o governo atual?
I – As conclamações feitas por diversos movimentos, realizadas especialmente por meio da internet, de que são exemplos, o “Vem Para Rua” e o “Brasil Livre”, entre outros.
II – A explícita vinculação partidária das principais lideranças que fazem o chamamento à mobilização da sociedade.
III – A capacidade de mobilizar recursos financeiros para as manifestações lideradas pela elite branca, constituída de grandes empresários e banqueiros, oriundos especialmente do sudeste brasileiro.
Sobre as proposições acima, pode-se afirmar que