Leia os dois trechos abaixo.
Através do mito da democracia racial aprendemos que o Brasil é um país onde não existe preconceito ou discriminação de raça ou cor e onde as diferenças são absorvidas de forma cordial e harmoniosa.
(...)
Vejam as diferenças entre brancos/as, pretos/as e pardos/as em termos de apropriação da renda nacional, segundo os dados da Pesquisa Nacional de Amostra Domiciliar do ano de 2001:
— os 10% mais pobres do país, 59,5% são pardos/as, 7,8% são pretos/as e 32,7% são brancos/as.
— o 1% mais ricos, 11,0% são pardos/as, 1,8% são pretos/as e 87,2% são brancos/as.
Se levarmos em conta que a composição racial da população brasileira é de 53,4% de brancos/as, 5,6% de pretos/as e 40,4% de pardos/as, as desigualdades são muito significativas, ou seja, a pobreza é mais democrática que a riqueza.
(Fonte: Gênero e diversidade na escola: formação de professoras/es em Gênero, Orientação Sexual e Relações Étnico- Raciais. Livro de conteúdo. Versão 2009. Rio de Janeiro: CEPESC; Brasília: SPM, 2009, p. 200 e 231. Disponível em: http://www.spm.gov.br/ publicacoes-teste/publicacoes/2009/gde-2009-livro-de-conteudo.pdf)
Comparando os dois trechos podemos dizer que os autores estão afirmando que no Brasil