Leia os fragmentos de texto e assinale a alternativa CORRETA quanto a gêneros literários:
I. As armas e os barões assinalados, Que, da ocidental praia lusitana, Por mares nunca dantes navegados, Passaram ainda além da Taprobana, Em perigos e guerras esforçados. Mais do que prometia a força humana, Entre gente remota edificaram Novo reino, que tanto sublimaram;
II. Leva nos braços a infeliz Lindóia O desgraçado irmão, que ao despertá-la Conhece, com que dor! no frio rosto Os sinais do veneno, e vê ferido Pelo dente sutil o brando peito. Os olhos, em que Amor reinava, um dia, Cheios de morte; e muda aquela língua, Que ao surdo vento e aos ecos tantas vezes Contou a larga história de seus males.
III. Assim eu quereria meu último poema Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.
IV.O SACERDOTE
Com efeito, a resposta deve ser favorável; do contrário, ele não viria assim, com a cabeça coroada de louros.
ÉDIPO
Vamos já saber; ei-lo que se aproxima, e já nos pode falar. O príncipe, meu cunhado, filho de Meneceu, que resposta do deus Apolo tu nos trazes?
Entra CREONTE
CREONTE
Uma resposta favorável, pois acredito que mesmo as coisas desagradáveis, se delas nos resulta algum bem, tornam-se uma felicidade.
ÉDIPO
Mas, afinal, em que consiste essa resposta? O que acabas de dizer não nos causa confiança, nem apreensão.
CREONTE
(Indicando o povo ajoelhado.) Se queres ouvir-me na presença destes homens, eu falarei; mas estou pronto a entrar no palácio, se assim preferires.
ÉDIPO
Fala perante todos eles; o seu sofrimento me causa maior desgosto do que se fosse meu, somente.
V. Não tinha medo o tal João de Santo Cristo Era o que todos diziam quando ele se perdeu Deixou pra trás todo o marasmo da fazenda Só pra sentir no seu sangue o ódio que Jesus lhe deu Quando criança só pensava em ser bandido Ainda mais quando com um tiro de soldado o pai morreu Era o terror da cercania onde morava E na escola até o professor com ele aprendeu Ia pra igreja só pra roubar o dinheiro Que as velhinhas colocavam na caixinha do altar Sentia mesmo que era mesmo diferente Sentia que aquilo ali não era o seu lugar Ele queria sair para ver o mar E as coisas que ele via na televisão Juntou dinheiro para poder viajar De escolha própria escolheu a solidão [...]