Leia os fragmentos dos poemas de Gregório de Matos e de Tomás Antônio Gonzaga.
Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,
Depois da Luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras, morre a formosura,
Em contínuas tristezas, a alegria.
(MATOS, Gregório. Moraliza o poeta nos ocidentes do sol a inconstância dos bens do mundo. In: OLIVEIRA, Clenir Bellezi. Arte Literária: Portugal – Brasil. São Paulo: Moderna, 1999. p.106.)
Eu, Marília, não fui algum Vaqueiro,
Fui honrado Pastor da tua Aldeia;
Vestia finas lãs e tinha sempre
A minha choça do preciso cheia.
Tiraram-me o casal e o manso gado,
Nem tenho, a que me encoste, um só cajado.
(GONZAGA, Tomás António. Lira XV. In: OLIVEIRA, Clenir Bellezi. Arte Literária: Portugal – Brasil. São Paulo: Moderna, 1999. p.124.)
As afirmações seguintes referem-se aos poemas acima.
I. A estrofe de Gregório de Matos serve como exemplo do período Barroco, apresentando como característica principal a antítese.
II. No fragmento da Lira XV, o sujeito lírico inicialmente descreve a vida bucólica do campo, recurso muito utilizado pelos poetas árcades.
III. Tanto Gregório de Matos como Tomás Antônio Gonzaga preocupam-se em manifestar, por meio dessas estrofes, uma visão crítica da sociedade do século XIX.
Das afirmativas acima, pode-se dizer que