Leia os fragmentos extraídos do livro Melhores poemas, de Olavo Bilac.
Tercetos
I
Noite ainda, quando ela me pedia
Entre dois beijos que me fosse embora,
Eu, com os olhos em lágrimas, dizia:
“Espera ao menos que desponte a aurora!
Tua alcova é cheirosa como um ninho...
E olha que escuridão há lá por fora!
[...]
– E ela abria-me os braços. E eu ficava.
II
E, já manhã, quando ela me pedia
Que de seu claro corpo me afastasse,
Eu, com os olhos em lágrimas, dizia:
“Não pode ser! não vês que o dia nasce?
A aurora, em fogo e sangue, as nuvens corta...
Que diria de ti quem me encontrasse?
[...]
– E ela abria-me os braços. E eu ficava.
BILAC, Olavo. Melhores poemas. São Paulo: Global, 2003. p. 87-90.
“Espera ao menos que desponte a aurora!
Tua alcova é cheirosa como um ninho...
E olha que escuridão há lá por fora!
[...]
– E ela abria-me os braços. E eu ficava.
II
E, já manhã, quando ela me pedia
Que de seu claro corpo me afastasse,
Eu, com os olhos em lágrimas, dizia:
“Não pode ser! não vês que o dia nasce?
A aurora, em fogo e sangue, as nuvens corta...
Que diria de ti quem me encontrasse?
[...]
– E ela abria-me os braços. E eu ficava.
BILAC, Olavo. Melhores poemas. São Paulo: Global, 2003. p. 87-90.
Nesses excertos, comparecem duas características frequentes na poesia amorosa de Bilac, que são