Leia os textos a seguir para responder à questão.
JOÃO GRILO – Jesus?
MANUEL – Sim.
JOÃO GRILO – Mas, espere, o senhor é que é Jesus?
MANUEL – Sou.
JOÃO GRILO – Aquele Jesus a quem chamavam Cristo?
MANUEL – A quem chamavam, não, que era Cristo. Sou, por quê?
JOÃO GRILO – Porque... não é lhe faltando com o respeito não, mas eu pensava que o senhor era muito menos queimado.
SUASSUNA, A. Auto da Compadecida. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2018, p. 140.
[...] a presença do negro na literatura brasileira não escapou ao tratamento marginalizador que, desde as instâncias fundadoras, marca a etnia no processo de construção da nossa sociedade.
PROENÇA FILHO, D. A trajetória do negro na literatura brasileira. Estudo [online]. 2004, volume 18, n. 50, pp. 161-193
O texto literário de o “Auto da Compadecida”, autoria de Ariano Suassuna, dialoga, entre outras obras, com o texto bíblico, por meio da figura de Jesus, vulto central do cristianismo.
No entanto,