Leia os trechos a seguir.
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2. Ai de ti, Copacabana, porque a ti chamaram Princesa do Mar, e cingiram tua fronte com uma coroa de mentiras; e deste risadas ébrias e vãs no seio da noite.
3. Já movi o mar de uma parte e de outra parte, e suas ondas tomaram o Leme e o Arpoador, e tu não viste este sinal; estás perdida e cega no meio de tuas iniquidades e de tua malícia.
4. Sem Leme, quem te governará? Foste iníqua perante o oceano, e o oceano mandará sobre ti a multidão de suas ondas..
BRAGA, Rubem. Ai de ti, Copacabana. 29. ed. Record: Rio de Janeiro, 2013. p. 91
A vidinha pacata daquele lugarejo era quebrada nos finais de semana, quando a garimpeirada baixava no comércio e na comemoração do bambúrrio de alguns deles, na casa da Dina, o bamburrado. No curral das éguas, o lupanar dos pobres, os de menor sorte ou sem bambúrrio. Até entre as damas da vida livre havia distinção de classe e muita discriminação.
ROCHA, Odir. Ipobajá. Goiânia: Kelps, 2011. p. 118.
A exemplo dos trechos transcritos, as crônicas de Ai de ti, Copacabana, de Rubem Braga, diferenciam-se das narrativas de Ipobajá, de Odir Rocha, por seu