Leia os trechos a seguir:
I -“... Quem fez esta manhã fê-la por ser / Um raio a fecundá-la, não por lívida / Ausência sem pecado e fê-la ter / Em si princípio e fim: ter entre aurora / E meio-dia um homem e sua hora.” (Prefácio, p. 61)
II - “Dor. Dor de minha alma,é madrugada / E aportam-me lembranças de quem amo / E dobram-me sonhos na mal-estrelada/Memória arfante donde alguém que chamo / Para outros braços cardiais me nega / Restos de rosa entre lenóis de olvido. / Ao longe ladra um coração na cega / Noite ambulante. E escuto-te o mugido / Oh vento que meu cérebro aleitaste, / Tempo que meu destino ruminaste./ Amor, amor, enquanto luzes, puro, / Dormido e claro, eu velo em vasto escuro, / Ouvindo as asas roucas de outro dia / Cantar sem despertar minha alegria.” (p. 89)
III – (...) ÁRIA
em honra dum ar de colina;
anno primo
infinita sazão, janeiro fim; alhures,
longe:
ar de colina, alguém respire
estes nomes – em honra
expire: (...) (p. 180)
Nos trechos acima de FAUSTINO, Mário. O homem e sua obra (São Paulo: Companhia da Letras, 2009), há, respectivamente, referências ao (assinale a alternativa CORRETA):